Kabbalah - Pequena síntese

21/07/2012 14:18

 

Do Livro da Criação e a Geometria Sagrada dos Templos Maçônicos de Hermann Mondl, sintetizamos alguns aspectos sobre Kabbalah:

A Kabbalah utilizou de códigos para preservar-se ao longo de milhares de anos. O principal dos códigos é a Árvore da Vida (Sephirots), onde cada Sephira e o caminho entre elas contém codificados ensinamentos próprios (SIGIL).

Outros códigos utilizados ao longo dos tempos para guardar os conhecimentos contidos na Kabbalah: Astrologia, Numerologia, Tarô etc.

A Kabbalah tornou-se numa tradição criada para a transmissão do Conhecimento, abrangendo o entendimento e relações do micro ao macrocosmo.

Origem do nome: Historicamente, a Mishnah judia conta, como origem para a Qabalah, que Moisés recebeu a Torá (a lei), no Monte Sinai, de kíbel (QBL) e daí o nome da Cabala.

A palavra Kabbalah em si, no hebraico, significa “receber”. É o estudo que prepara o homem para receber os graus e planos da vida. É tradição oculta (esotérica, portanto) ou doutrina secreta dos judeus, no início transmitida via oral e depois revelada e elaborada por um corpus escrito sistêmico.

Moisés transmitiu-a a Josué, e este por sua vez transmitiu-a aos Anciãos, que sequencialmente a transmitiram aos Profetas, que finalmente a transmitiram-na aos Membros da Grande Sinagoga...

Zohar é o principal livro de texto da Kabbalah Hebraica e a base fundamental da “Árvore da Vida cabalista. Todavia, as bases monumentais da Kabbalah estão nos Livros do Antigo Testamento, no Talmud e em livros rabínicos conhecidos.

Encontram-se a sabedoria e os ensinamentos cabalísticos nos textos denominados Sepher Yetzirah (Livro da Criação ou da Formação), e nos textos da Sepher-Há-Zohar (Livro do Esplendor).

SEPHER YETZIRAH ou (Livro da Criação) é um texto antiquíssimo e conciso, composto de apenas 6 (seis) capítulos. Possui uma abordagem mística e filosófica dos componentes constituintes do mundo. Especula-se que tenha sido escrita na Palestina ou na Síria, entre os séculos III e IV (talvez no final do Sec. II), de autores desconhecidos.

Saadih, no livro A Pedra Filosofal, refere-se a Qabalah como de autoria de Abrãao. O primeiro dos seis capítulos do livro versa sobre alguns nomes atribuídos a DEUS e à criação do Universo por meio de três sepharim (números, letras hebraicas e sons):

  • Os números significam as “forças transcendentais”, traduzidas pelas 10 Sephirot mais as 22 letras do alfabeto hebraico (forças básicas);
  • Os 32 caminhos da sabedoria, são compostos pelas 10 Sephirot, mais as 22 letras hebraicas (Othioth), e representam “objetivos” ou “ideias” de significados simbólicos e ocultos.

Os demais 5 capítulos versam sobre o significado das letras (a última não é expressa!):

  • As 3 letras-mães (precedência do AR, da ÁGUA e do FOGO);
  • As 7 letras duplas tomam a forma da VIDA, da PAZ, da SABEDORIA, da RIQUEZA, da BELEZA, da FRUTIFICAÇÃO e do DOMÍNIO;
  • As 12 letras simples associam-se com os NÚMEROS, com os SIGNOS ZODIACAIS, com os ÓRGÃOS SENSORIAIS, com o CORPO HUMANO, com as ATIVIDADES HUMANAS, e com as correspondências devidas.

Maçonicamente, “trabalhar a pedra bruta” = “busca de autoconhecimento”, ou também o entendimento do Adão Kadmon (microcosmo) interno a cada um de nós. Entende-se porque a maçonaria utiliza-se de tantos códigos cabalísticos.

Sugere-se o acesso ao site http://www.eon.com.br/adv0.htm para visualização de muitas imagens interessantes que ajudam no entendimento básico da KABBALAH.

E há muito mais...

Autor: Hermann Mondl – SEPHER YETZIRAH – O Livro da Criação e a Geometria Sagrada dos Templos Maçônicos - Ed. Letras Contemporâneas (1999).